CASA COBOGÓ

A obra do studio mk27 entra em um período de ampliação do repertório arquitetônico a partir de meticulosas repetições e o exaustivo desenvolvimento de detalhes construtivos concebidos com esmero e precisão. Temáticas recorrentes como a continuação espacial entre interior e exterior ou mesmo o uso de volumes prismáticos sobrepostos reiteram vínculos com o desenho moderno.

Na Casa Cobogó – localizada em um bairro jardim em São Paulo – os elementos vazados, geralmente de barro, empregados no Brasil desde os anos 30, foram trazidos ao projeto pela obra de arte do artista austro-americano Erwin Hauer.

Seus elementos minimalistas – esculturas espaciais nas fachadas – lembram os traços da arquitetura moderna brasileira, como as linhas curvas e precisas de Niemeyer, e se revelam elas mesmas composições arquitetônicas.

Aqui estes elementos ganham corpo tridimensional em concreto pré-fabricado e servem como filtro de luz para o volume de vidro do último piso. A luz do sol penetra nos buracos dos elementos vazados e incide no piso no espaço interno. Forma-se um desenho de uma renda espacializada, construídas por sombras e raios solares, a se multiplicar pelo ambiente.

Gabriel Kogan

CASA COBOGÓ

local > são paulo . sp . brasil
projeto > janeiro . 2008
conclusão > maio . 2011
terreno > 1.365 m2
área construída > 1.000 m2
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arquitetura e interiores> studio mk27
autor > marcio kogan
co-autora > carolina castroviejo
interiores > diana radomysler
equipe de arquitetura > eduardo chalabi . maria cristina motta . ricardo ariza
equipe de interiores > carolina castroviejo
equipe de comunicação > mariana simas
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projeto do elemento vazado > erwin hauer
paisagismo > renata tilli
engenharia estrutural > gilberto pinto rodrigues
construtora > all’e engenharia
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fotógrafo > nelson kon

A obra do studio mk27 entra em um período de ampliação do repertório arquitetônico a partir de meticulosas repetições e o exaustivo desenvolvimento de detalhes construtivos concebidos com esmero e precisão. Temáticas recorrentes como a continuação espacial entre interior e exterior ou mesmo o uso de volumes prismáticos sobrepostos reiteram vínculos com o desenho moderno.

Na Casa Cobogó – localizada em um bairro jardim em São Paulo – os elementos vazados, geralmente de barro, empregados no Brasil desde os anos 30, foram trazidos ao projeto pela obra de arte do artista austro-americano Erwin Hauer.

Seus elementos minimalistas – esculturas espaciais nas fachadas – lembram os traços da arquitetura moderna brasileira, como as linhas curvas e precisas de Niemeyer, e se revelam elas mesmas composições arquitetônicas.

Aqui estes elementos ganham corpo tridimensional em concreto pré-fabricado e servem como filtro de luz para o volume de vidro do último piso. A luz do sol penetra nos buracos dos elementos vazados e incide no piso no espaço interno. Forma-se um desenho de uma renda espacializada, construídas por sombras e raios solares, a se multiplicar pelo ambiente.

Gabriel Kogan