CASA NA MATA

A implantação da Casa na Mata, localizada no Guarujá, litoral paulista, ocupa o espaço de uma clareira já existente no meio do lote na densa Mata Atlântica local e investiga como fundir o desenho moderno com a vegetação tropical.

O paisagismo recompôs as espécies nativas e o terreno, por sua vez, moldou organicamente os decks de madeira do térreo.

O volume principal eleva-se sobre o solo engastado na topografia da encosta: a casa projeta-se para fora da montanha, parecendo então tocar o solo em apenas dois pilares.

O projeto concebido a partir do corte transversal posicionou a piscina semi-embutida na laje de cobertura, sem que se perdesse qualquer área na parte de baixo. Para diminuir a altura do volume do último andar e assim conseguir uma proporção externa mais horizontal, o piso da sala foi rebaixado em 27cm em relação ao deck madeira externo.

Assim como em outros refúgios de campo e praia desenhados pelo studio mk27 (como a Casa Paraty, 2006-2009), o projeto evidencia a vontade de estabelecer uma relação entre a arquitetura de linhas precisas com o entorno. Curiosamente, essa relação não se meramente dá por um contraste formal, mas também por aproximação tectônica sensorial-espacial com a envoltória, como se a arquitetura emergisse do solo e da paisagem.

Gabriel Kogan

CASA NA MATA

local > guarujá. sp . brasil
projeto > setembro . 2009
conclusão > setembro . 2015
terreno > 1668 m2
área construída > 805 m2
-
arquitetura e interiores > studio mk27
autor > marcio kogan
co-autora > samanta cafardo
interiores > diana radomysler
equipe de arquitetura > oswaldo pessano . fernanda neiva
equipe de interiores > eline ostyn . mariana ruzante
equipe de comunicação > carlos costa . laura guedes . mariana simas
-
paisagismo > isabel duprat
engenharia estrutural > leão associados
construtora > eng. rogerio biral
-
fotógrafo > fernando guerra

A implantação da Casa na Mata, localizada no Guarujá, litoral paulista, ocupa o espaço de uma clareira já existente no meio do lote na densa Mata Atlântica local e investiga como fundir o desenho moderno com a vegetação tropical.

O paisagismo recompôs as espécies nativas e o terreno, por sua vez, moldou organicamente os decks de madeira do térreo.

O volume principal eleva-se sobre o solo engastado na topografia da encosta: a casa projeta-se para fora da montanha, parecendo então tocar o solo em apenas dois pilares.

O projeto concebido a partir do corte transversal posicionou a piscina semi-embutida na laje de cobertura, sem que se perdesse qualquer área na parte de baixo. Para diminuir a altura do volume do último andar e assim conseguir uma proporção externa mais horizontal, o piso da sala foi rebaixado em 27cm em relação ao deck madeira externo.

Assim como em outros refúgios de campo e praia desenhados pelo studio mk27 (como a Casa Paraty, 2006-2009), o projeto evidencia a vontade de estabelecer uma relação entre a arquitetura de linhas precisas com o entorno. Curiosamente, essa relação não se meramente dá por um contraste formal, mas também por aproximação tectônica sensorial-espacial com a envoltória, como se a arquitetura emergisse do solo e da paisagem.

Gabriel Kogan