STUDIO R

Implantado de frente para uma pequena praça urbana, o Estúdio Loft se abre inteiramente para o exterior. O espaço interno do estúdio fotográfico flui para os jardins laterais do edifício e para o espaço urbano, estabelecendo uma continuidade espacial entre a praça e o edifício. Na fachada, um portão de alumínio se embute inteiramente na empena de concreto e integra o pátio frontal com a praça; além disso, dois grandes portões basculantes metálicos – cada um com mais de 11 metros de largura – permitem fluidez entre os jardins e o vão do estúdio.
Esses portões basculantes, quando abertos, desaparecem com todas as barreiras visuais entre os espaços internos e externos. Quando fechados, permitem que a luz dentro do estúdio fotográfico seja controlada artificialmente. No grande vão do térreo, há uma caixa revestida com fórmica-lousa, que abriga banheiro, camarim e área técnica. Não existe nesse espaço também qualquer interferência da estrutura, embutida nos muros laterais do edifício. Atrás da caixa verde, a escada – iluminada por uma abertura zenital – conduz até o primeiro andar, onde ficam os escritórios e a biblioteca.
Um volume com material metálico organiza todo o espaço nesse pavimento, dividindo as salas e corredores. Dentro dele há uma cozinha, banheiros e uma escada que leva para o último andar. O negativo desse volume são as salas de trabalho que podem ser abertas ou fechadas – dependendo da privacidade desejada – através de painéis deslizantes que se embutem na caixa central. No escritório principal, um painel-muxarabis fixo filtra a luz, ao mesmo tempo em que transparece a bela vista para as grandes árvores da praça. No último andar, há uma sala social posicionada em balanço sobre o jardim frontal. Este espaço se abre por meio de painéis-camarão de madeira pintada de vermelho para um deck onde se enxerga novamente as copas das árvores: um espaço agradável para reuniões em dias ensolarados.
Os materiais utilizados internamente transparecem uma estética industrial, apropriada para o uso intenso de um estúdio fotográfico que precisa ser transformado constantemente, dependendo da situação. O piso do grande vão é de resina branca que se transforma no próprio fundo infinito e na parede. Nos demais andares, o piso de madeira aquece o ambiente. Externamente, os portões metálicos se juntam ao concreto armado aparente e aos painéis de madeira de diferentes cores.
Studio MK27

STUDIO R

local > são paulo . sp . brasil
projeto > fevereiro . 2008
conclusão > setembro . 2012
terreno > 338 m2
área construída > 373 m2
-
arquitetura > studio mk27
autor > marcio kogan
co-autor > gabriel kogan
equipe de arquitetura > maria cristina motta . oswaldo pessano
equipe de comunicação > mariana simas
equipe de interiores > carolina castroviejo . mariana ruzante
-
paisagista > passe_ar verde
calculista > leão e associados
construtora > lock engenharia
fotógrafo > fernando guerra

Implantado de frente para uma pequena praça urbana, o Estúdio Loft se abre inteiramente para o exterior. O espaço interno do estúdio fotográfico flui para os jardins laterais do edifício e para o espaço urbano, estabelecendo uma continuidade espacial entre a praça e o edifício. Na fachada, um portão de alumínio se embute inteiramente na empena de concreto e integra o pátio frontal com a praça; além disso, dois grandes portões basculantes metálicos – cada um com mais de 11 metros de largura – permitem fluidez entre os jardins e o vão do estúdio.
Esses portões basculantes, quando abertos, desaparecem com todas as barreiras visuais entre os espaços internos e externos. Quando fechados, permitem que a luz dentro do estúdio fotográfico seja controlada artificialmente. No grande vão do térreo, há uma caixa revestida com fórmica-lousa, que abriga banheiro, camarim e área técnica. Não existe nesse espaço também qualquer interferência da estrutura, embutida nos muros laterais do edifício. Atrás da caixa verde, a escada – iluminada por uma abertura zenital – conduz até o primeiro andar, onde ficam os escritórios e a biblioteca.
Um volume com material metálico organiza todo o espaço nesse pavimento, dividindo as salas e corredores. Dentro dele há uma cozinha, banheiros e uma escada que leva para o último andar. O negativo desse volume são as salas de trabalho que podem ser abertas ou fechadas – dependendo da privacidade desejada – através de painéis deslizantes que se embutem na caixa central. No escritório principal, um painel-muxarabis fixo filtra a luz, ao mesmo tempo em que transparece a bela vista para as grandes árvores da praça. No último andar, há uma sala social posicionada em balanço sobre o jardim frontal. Este espaço se abre por meio de painéis-camarão de madeira pintada de vermelho para um deck onde se enxerga novamente as copas das árvores: um espaço agradável para reuniões em dias ensolarados.
Os materiais utilizados internamente transparecem uma estética industrial, apropriada para o uso intenso de um estúdio fotográfico que precisa ser transformado constantemente, dependendo da situação. O piso do grande vão é de resina branca que se transforma no próprio fundo infinito e na parede. Nos demais andares, o piso de madeira aquece o ambiente. Externamente, os portões metálicos se juntam ao concreto armado aparente e aos painéis de madeira de diferentes cores.
Studio MK27