CASA TOBLERONE

Os primeiros projetos do mk27 não eram marcados por clareza estrutural, mas sim por sistemas complexos nos quais vigas, lajes e pilares vinham como consequências das expressões espaciais desejadas. Por sua vez, 2008 marca o início de uma inflexão nessa concepção arquitetônica.

Com seus 14 pilares, em duas fileiras, a Casa Toblerone (projeto de 2008) é a principal manifestação dessa transição para a simplicidade na concepção da estrutura. O mk27 passa a buscar racionalização da construção e incorpora conceitos estruturais desde as primeiras fases do projeto.

O grid de pilares expostos pelas caixilharias de vidro no térreo da sala conforma um aspecto esquemático à Casa Toblerone (que pode suscitar vaga lembrança ao sistema Dom-ino de Le Corbusier de 1914, espécie de manifesto sobre a planta livre). O tratamento das fachadas que evidencia as duas lajes, como linhas horizontais de concreto, reafirma a aproximação com a ‘verdade estrutural’.

O formato do terreno permitiu a implantação longitudinal da casa com permeabilidade espacial entre as duas áreas externas. O escritório, separado da sala apenas por uma estante solta do forro, se abre para pátio dos fundos com suas belas jabuticabeiras.
Da suíte principal – no segundo piso – pode-se acessar a cobertura da varanda, uma laje perfurada pelas árvores que brotam no térreo. O nome da casa vem do formato triangular das ripas de madeira do brise-soleil desse pavimento.

Gabriel Kogan

CASA TOBLERONE

local > são paulo . sp . brasil
projeto > janeiro . 2008
conclusão > outubro . 2011
area do terreno > 1.453 m2
area construída > 590 m2
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arquitetura e interiores> studio mk27
arquitetura > studio mk27
autor > marcio kogan
co-autora > diana radomysler
interiores > diana radomysler
equipe de arquitetura > fernanda palmieri . fernando falcon . oswaldo pessano
equipe de interiores > carolina castroviejo
equipe de comunicação > mariana simas
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paisagismo > isabel duprat
engenharia estrutural > gilberto pinto rodrigues
construtora > fairbanks & pilnick
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fotografo > fernando guerra

Os primeiros projetos do mk27 não eram marcados por clareza estrutural, mas sim por sistemas complexos nos quais vigas, lajes e pilares vinham como consequências das expressões espaciais desejadas. Por sua vez, 2008 marca o início de uma inflexão nessa concepção arquitetônica.

Com seus 14 pilares, em duas fileiras, a Casa Toblerone (projeto de 2008) é a principal manifestação dessa transição para a simplicidade na concepção da estrutura. O mk27 passa a buscar racionalização da construção e incorpora conceitos estruturais desde as primeiras fases do projeto.

O grid de pilares expostos pelas caixilharias de vidro no térreo da sala conforma um aspecto esquemático à Casa Toblerone (que pode suscitar vaga lembrança ao sistema Dom-ino de Le Corbusier de 1914, espécie de manifesto sobre a planta livre). O tratamento das fachadas que evidencia as duas lajes, como linhas horizontais de concreto, reafirma a aproximação com a ‘verdade estrutural’.

O formato do terreno permitiu a implantação longitudinal da casa com permeabilidade espacial entre as duas áreas externas. O escritório, separado da sala apenas por uma estante solta do forro, se abre para pátio dos fundos com suas belas jabuticabeiras.
Da suíte principal – no segundo piso – pode-se acessar a cobertura da varanda, uma laje perfurada pelas árvores que brotam no térreo. O nome da casa vem do formato triangular das ripas de madeira do brise-soleil desse pavimento.

Gabriel Kogan