Os trabalhos de Kogan no cinema durante o começo da carreira deixaram heranças na obra arquitetônica como a predileção por proporções horizontais e o uso cênico da luz. Esses princípios passam também a embasar a obra do mk27 e se desdobram, por exemplo, na linearidade e na atmosfera interna da Casa de Punta – localizada junto de uma represa, próxima de Punta del Leste, no Uruguai.

O terreno aberto e descampado, uma espécie de não-entorno, impunha desafios para criação de espaços privados e resguardados. A casa térrea construiu então seus próprios limites e, de um lado, abre-se para a vista da represa e, do outro, define o espaço por meio de um pátio interno circunscrito por paredes feitas com pedra locais (‘piedras lajas’, também usadas no piso).

Um grid de pilares racionalmente distribuídos sustenta a laje plana de concreto de 42 cm de espessura e o programa desenvolve-se sob esse elemento estrutural: ‘vazios’ moldam as áreas sociais como a sala; enquanto os ‘cheios’ se edificam por uma caixa de madeira destinada aos quartos (olhando a vista), serviços e cozinha (voltados para o pátio).

Esse projeto radicaliza a proporção horizontal a tal ponto que a casa deixa de ter uma materialidade externa (expressa pela relação entre altura e comprimento da fachada) para se tornar praticamente uma linha na paisagem.

Gabriel Kogan

CASA PUNTA

local > punta del´este . uruguai
projeto > setembro . 2008
conclusão > janeiro . 2011
terreno > 10.740 m2
área construída > 465 m2
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arquitetura e interiores> studio mk27
autor > marcio kogan
co-autora > suzana glogowski
interiores > diana radomysler
equipe de arquitetura > beatriz meyer
equipe de interiores > helena montanarini
equipe de comunicação > mariana simas
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engenharia estrutural > benedictis engenharia
construtora > cuentax
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fotógrafo > reinaldo coser

Os trabalhos de Kogan no cinema durante o começo da carreira deixaram heranças na obra arquitetônica como a predileção por proporções horizontais e o uso cênico da luz. Esses princípios passam também a embasar a obra do mk27 e se desdobram, por exemplo, na linearidade e na atmosfera interna da Casa de Punta – localizada junto de uma represa, próxima de Punta del Leste, no Uruguai.

O terreno aberto e descampado, uma espécie de não-entorno, impunha desafios para criação de espaços privados e resguardados. A casa térrea construiu então seus próprios limites e, de um lado, abre-se para a vista da represa e, do outro, define o espaço por meio de um pátio interno circunscrito por paredes feitas com pedra locais (‘piedras lajas’, também usadas no piso).

Um grid de pilares racionalmente distribuídos sustenta a laje plana de concreto de 42 cm de espessura e o programa desenvolve-se sob esse elemento estrutural: ‘vazios’ moldam as áreas sociais como a sala; enquanto os ‘cheios’ se edificam por uma caixa de madeira destinada aos quartos (olhando a vista), serviços e cozinha (voltados para o pátio).

Esse projeto radicaliza a proporção horizontal a tal ponto que a casa deixa de ter uma materialidade externa (expressa pela relação entre altura e comprimento da fachada) para se tornar praticamente uma linha na paisagem.

Gabriel Kogan